Retrato Territorial
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NUT I – Portugal Continental
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NUT II – Região Centro,
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NUT III – CIM RC – Comunidade Inter Municipal da Região de Coimbra
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Concelhos (4): Lousã | Miranda do Corvo | Penela (*) | Vila Nova de Poiares
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Freguesias (16): Casal de Ermio e Foz de Arouce; Lousã e Vilarinho; Serpins; Gândaras; Lamas; Miranda do Corvo; Semide e Rio de Vide; Vila Nova; Arrifana; Lavegadas; Poiares (Santo André); São Miguel de Poiares e ainda Cumeeira (*), Espinhal (*), Podentes (*), São Miguel /Santa Eufémia e Rabaçal (*)
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Classificação: território rural, não litorâneo, de montanha, de interior, vulnerável
(*) O concelho de Penela não integra o território de implementação do DLBC Rural DUECEIRA 2030 (2021/2027), estando neste âmbito associado ao DLBC da Terras de Sicó – Associação de Desenvolvimento. Todos os dados apresentados reportam ambas as situações.
Breve Caracterização
O Território é delimitado a Norte pelos Rios Mondego e Alva que definem uma fronteira natural e integram uma rede hidrográfica expressiva composta pelos Rios Ceira, Arouce, Dueça, Alheda, Ribeira de Poiares e ribeiras de menor dimensão.
Os concelhos adjacentes ao território são Condeixa-a-Nova, Coimbra, Penacova, Arganil, Góis, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos.
Apesar do território distar cerca de 30km à capital regional Coimbra – factor que exerce uma forte pressão nos fluxos pendulares -, identifica-se como uma região com multi fragilidades – demográficas, económicas e ambientais, situação que a define como zona vulnerável e com características de interioridade.
Todo o território é classificado como Zona de Montanha, sendo o Maciço Montanhoso da Serra da Lousã o que mais contribui para a orografia da região, com acentuados declives, onde predomina o Xisto. A Norte, no concelho de Vila Nova de Poiares, as referências orográficas constituem as Serras do Carvalho e do Bidueiro que envolvem a zona central coincidente com os terrenos assentes na denominada Bacia da Lousã.
“As paisagens de xisto, características desta região, revelam contornos imponentes marcados, quer pelo seu relevo, quer pelos acentuados declives, característicos da topografia serrana quer ainda pelo vigoroso encaixe e adaptação de rede hidrográfica”.
Trata-se de uma região com um elevado valor ambiental em que o biótipo classificado da Serra da Lousã (Directivas da Rede Natura 2000) o qual ocupa aproximadamente 14,8% (51,72Km2) do território, em conjugação com a já referida abundância hídrica, define e cria espaços de lazer e fruição da natureza, com preponderância para a riqueza da fauna (veados, corços, javalis, esquilos) e de núcleos de flora autóctone onde abundam os soutos e carvalhais, a par com outras espécies autóctones como os sobreiros, azevinhos, medronheiros, azereiros. Esta identificação e cobertura territorial não tem qualquer correspondência ao nível de zonas de protecção especial ou definição de áreas protegidas (em curso, o processo de reconhecimento da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra da Lousã). A utilidade funcional do solo é predominantemente agrícola, porquanto neste conceito se englobam as classes e categorias identificadas (86,61% é classificado como solo rural), sendo que preponderante a apetência florestal.
Lógica de Povoamento
A lógica de povoamento é assente numa estrutura tradicional com uma economia rural dispersa e vilas de grande expressão populacional, com maior concentração nas sedes de concelho. Reflexo de realidade socio-económica ditada pela transformação dos modos de vida, pela proximidade a Coimbra e pela qualidade da sua paisagem, o território tem também uma forte expressão empresarial nos sectores da indústria e comércio, evidenciando-se também o Turismo, como sector em franca expansão.
O território inclui 16 freguesias rurais. Não possui qualquer núcleo com a classificação de cidade e são 6 as localidades com estatuto de vila, para além das sedes de concelho, Serpins, no concelho da Lousã e Espinhal, no concelho de Penela. Todo o território partilha de um vasto historial no que respeita ao desenvolvimento integrado de estratégias locais da proximidade à Serra da Lousã, assim como, da marca territorial “Terras da Chanfana” aspectos estabilizados num trabalho em parceria que lhe confere união, coesão e uma identidade própria.
Não se pode dissociar deste processo, a menção ao concelho de Penela, que integra estatutariamente a área de abrangência da Dueceira, com o qual e, apesar de historicamente incorporar e beneficiar do DLBC do GAL Terras de Sicó, existe uma interacção positiva e profícua num salutar trabalho em comum em áreas que extravasam o definido nos respectivos DLBC das duas entidades, sendo que a proximidade territorial permite a partilha de características físicas do território e a existência de recursos e potencialidades comuns, que justificam esse complemento de actuação. Reconhece-se uma cultura muito própria onde as aldeias serranas de xisto, os castelos, as ermidas e santuários, achados arqueológicos, bem como, outros edificados de valor arquitectónico constituem um património expressivo, a que as lendas e mistérios locais conferem magia e encantamento. Os usos e costumes, o artesanato, as peculiaridades das comunidades acrescentam-se como atractivos inimitáveis e assumem em conjunto, capital simbólico de referência, o qual é enriquecido pela gastronomia típica num receituário que, para além da Chanfana, se identificam outros produtos agro-alimentares alguns provenientes também da cabra ou o emblemático Mel da Serra da Lousã (DOP).






